As lições do Afeganistão

  • 25/08/2021
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As lições do Afeganistão

Creio que grande parte do mundo ficou estarrecida nos últimos dias com a tomada do Afeganistão pelo Talibã. Este movimento islâmico radical já havia assumido o controle do país entre 1996 e 2001. Logo após o incidente dos ataques em território norte-americano no 11 de setembro, forças da OTAN, encabeçadas pelos EUA, invadiram o país e expulsaram o Talibã. O plano era promover a reconstrução e a pacificação do país, inclusive com muitos recursos dirigidos a um novo governo. Nesse período os grosseiros abusos e restrições contra as mulheres foram suspensos e um novo clima se instalou no país.


Nos últimos meses, o presidente norte-americano Joe Biden anunciou que aceleraria a retirada de suas tropas. Em cerca de um mês de retirada, as forças talibãs retomaram praticamente todo o país, inclusive nestes últimos dias a capital, Cabul. As tropas nacionais se renderam ou abandonaram a luta e o governo instituído fugiu da capital, deixando o povo à sua própria sorte. Apesar de promessas de respeito pelas mulheres (desde que dentro das leis islâmicas), a opinião de especialistas é que deve haver um terrível endurecimento das restrições em geral.

A história nos mostra que a permanência de tropas estrangeiras, por si só, não iria garantir uma mudança no país. Ainda assim, ninguém pode se sentir menos que indignado com a reviravolta dos eventos. Essa tragédia, ocorrendo diante dos olhos do mundo, traz à tona uma pergunta inescapável: onde está a sua segurança?

É fácil imaginar um jovem afegão presenciando a intervenção norte-americana e crendo que eles trariam a sonhada mudança. Afinal o poderio militar dos EUA é impressionante. Tais esperanças, no entanto, ficaram enfraquecidas ao observar ao longo dos anos como a cultura, as condições e mesmo a mentalidade de muitos não mudara. As mudanças foram apenas superficiais. E agora, com mais essa retirada seguida da retomada pelo Talibã, todos os sonhos caíram por terra. Seu país foi lançado à mesma situação de 20 anos atrás. Onde estaria a sua segurança? Em que ou quem você confiaria?

Davi compôs um salmo provavelmente enquanto rei e governante de Israel. Ao seu dispor ele tinha um dos exércitos mais poderosos da época. As conquistas em seu reinado levaram Israel ao seu território máximo, consolidado por seu filho Salomão. No entanto, ele escreve em Salmos 20.7-8:

Alguns confiam em carros e outros em cavalos,
mas nós confiamos no nome do Senhor, o nosso Deus.
Eles vacilam e caem,
mas nós nos erguemos e estamos firmes.

Davi reconhece com clareza onde deve estar sua confiança. A tragédia tomando forma no Afeganistão é apenas um exemplo do que ocorre com nossa confiança em homens e governos. Vivemos num mundo de mudanças e tumultos. Soluções humanas se erguem fazendo promessas e garantindo que têm o poder. No entanto, esses “salvadores” repetidamente caem, deixando para trás um rastro de sonhos despedaçados, promessas quebradas e esperanças frustradas. Onde você põe sua segurança? Com certeza existem decisões que precisamos tomar. Existem opções que são mais ou menos alinhadas com os valores do reino de Deus. Mas qualquer solução humana, por mais atraente que possa parecer, é apenas uma tentativa humana de realizar o que apenas nosso Deus pode: um governo de justiça e de paz.

Minha oração pelo povo afegão, por você, por mim e por nosso povo brasileiro é que o salmo 121 se torne nossa oração, e que busquemos soluções duradouras e eternas que vêm de nosso Senhor. Leia e medite sobre o salmo 121:

Levanto os meus olhos para os montes e pergunto:
De onde me vem o socorro?
O meu socorro vem do Senhor,
que fez os céus e a terra.
Ele não permitirá que você tropece;
o seu protetor se manterá alerta,
sim, o protetor de Israel não dormirá;
ele está sempre alerta!
O Senhor é o seu protetor;
como sombra que o protege, ele está à sua direita.
De dia o sol não o ferirá,
nem a lua, de noite.
O Senhor o protegerá de todo o mal,
protegerá a sua vida.
O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada,
desde agora e para sempre.”

Daniel Lima


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